quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Uma Reflexão Sobre O Papel da Mulher


Na segunda semana em que se inicia o período acadêmico na UFAM, o Cine & Vídeo Tarumã retorna às suas atividades programando a exibição de filmes que trazem a tona uma reflexão sobre o atual papel da mulher, levando em conta o Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março. Os filmes são: Mulheres – Amizades Simples, Vidas Complicadas, do português de Luís Galvão Teles, exibido na segunda, dia 5; Revolução em Dagenham, de Nigel Cole, na quarta, dia 7; e, para encerrar a semana, os documentários Operárias do Mundo, de Marie-France Collard, e Raimunda, a Quebradeira, de Marcelo Silva, na sexta, dia 9.
          No dia 05, será exibido a comédia em tom dramático Mulheres – Amizades Simples, Vidas Complicadas, de Luís Galvão Teles. O filme conta a história de cinco amigas quarentonas, às voltas com os altos e baixos da vida, enfrentando-os, porém, com riso, lágrimas e, algumas vezes, ironia. Para elas, o importante é viver, amar e viver ainda mais, apesar de todos os problemas de percurso. É a história de Linda, uma repórter de televisão que está sempre correndo, mesmo não sabendo onde quer chegar. De Eva, professora de literatura sonhadora e romântica que descobre que a vida não é um romance quando se apaixona por um rapaz de 19 anos. De Chloé, dona de um sofisticado salão de beleza, que está sempre em busca da beleza e acaba descobrindo-a numa outra mulher. De Branca, cantora e atriz, incontrolável, impetuosa e caprichosa que, com seu temperamento instável, acaba afastando de sua vida as pessoas que ama. E de Barbara,  mulher elegante, dona de um restaurante, que tenta lidar com a difícil notícia de uma doença incurável. Estas mulheres fascinantes são interpretadas por grandes atrizes do cinema europeu, como Carmen Maura, Miou-Miou, Marthe Keller, Guesch Patti e Marisa Berenson.
Na quarta-feira, 07, será exibido o filme baseado em fatos reais ocorridos na Inglaterra nos anos 60, Revolução em Dagenham, de Nigel Cole. O filme dramatiza a greve que aconteceu em 1968 nas fábricas da Ford, em Dagenham, quando mulheres protestaram contra a discriminação sexual e em favor da igualdade de remuneração. Com humor, bom senso e coragem, Rita O’Grady liderou as outras mulheres, reivindicando igualdade de direitos, indo contra os seus patrões, contra a comunidade local e, finalmente, contra o governo. O filme relata de forma quase fiel o acontecimento nas fábricas e comprova a capacidade interpretativa de Sally Hawkins vivendo Rita, uma atriz inglesa em ascensão no cinema.
Finalizando a semana, o Cine & Vídeo Tarumã exibe dois documentários na sexta-feira, 09, que mostram as dificuldades e as lutas que mulheres trabalhadoras, no Brasil e no mundo, enfrentam para serem reconhecidas politicamente na sociedade. Operárias do Mundo, da belga Merie-France Collard, e Raimunda, a Quebradeira, de Marcelo Silva, traçam esse perfil de valorização da mulher. O primeiro fala de um acontecimento pouco explorado pela mídia, no outono de 1998, quando a marca Levi’s anunciou a sua intenção de reestruturar as suas atividades na Europa, transferindo para o exterior seus locais de produção. Na Bélgica e na França, operárias vivem seus últimos meses de trabalho na fábrica, enquanto que na Turquia, nas Filipinas e na Indonésia outras operárias lhes fazem, involuntariamente, uma concorrência fatal, sem no entanto recolher os respectivos frutos. É a lógica massacrante da globalização econômica. O segundo, faz um paralelo entre a vida de Raimunda Gomes da Silva, trabalhadora e líder das quebradeiras de coco babaçu da região do Bico do Papagaio, no Tocantins, desde o momento em que ajudava o padre Josimo Tavares, assassinado por pistoleiros em 1986, na criação de sindicatos de trabalhadores rurais no Pará e Maranhão, e o processo atual de ocupação/transformação da região. O documentário pretende submeter os últimos 30 anos, marcados por violentos conflitos de terra e pela organização das mulheres quebradeiras de coco babaçu, a uma revisão histórica em defesa da luta pela posse da terra.
Sempre com filmes de temáticas variadas e boa qualidade, o Cine & Vídeo Tarumã é um projeto de extensão do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Amazonas – Ufam e conta com o apoio cultural da Take Vídeo Locadora e Reprox Copiadora.
As exibições ocorrem no Auditório Rio Negro, localizado no Instituto de Ciências Humanas e Letras – ICHL, Coroado I, Campus Universitário, sempre às 12h30 e com entrada gratuita. Para maiores informações, consulte nosso blog: http://cinevideotaruma.blogspot.com/; a comunidade do orkut (“Cine Vídeo Tarumã – UFAM”); no twitter (http://twitter.com/cinevideotaruma). Ou no grupo do facebook.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Recesso



Devido ao ao término do período letivo e as festas de final chegarem, o Cine & Vídeo Tarumã retornará suas atividades a partir do dia 05 de março, com filmes que envolvam temáticas sobre as mulheres, já que no dia 8 se comemora o dia internacional da mulher. Desejamos a todos um feliz natal e um próspero ano novo.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Revendo Filmes de Sucesso no Cine & Vídeo Tarumã


Na semana em que se encerra a programação semestral, o Cine & Vídeo Tarumã, da Ufam, programou a exibição de três filmes que marcaram suas passagens pelo cenário cinematográfico. São filmes que passaram pelas telas dos nossos cinemas fazendo grande sucesso, despertando em muitos amantes da sétima arte o desejo de revê-los. Foi pensando em possibilitar a concretização desse desejo que o Cine & Vídeo Tarumã programou os filmes dessa última semana, esclarecendo que sua programação foi alterada pelo feriado religioso: Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino, na segunda-feira, dia 05; 127 Horas, do premiado Danny Boyle, na terça-feira, dia 06; e Cisne Negro, de Darren Aronofsky, para a quarta-feira, dia 07.
          Na segunda-feira, 05, o filme de Tarantino Bastardos Inglórios volta a ser exibido depois do sucesso no cinema e na televisão. O longa-metragem conta uma história fictícia durante a 2ª Guerra Mundial, quando a França estava ocupada pelos nazistas. O tenente norte-americano Aldo Raine (Brad Pitt) é o encarregado de reunir um pelotão de soldados de origem judaica, com o objetivo de realizar uma missão suicida contra os alemães. O objetivo é matar o maior número possível de nazistas, da forma mais cruel possível. Paralelamente, Shosanna Dreyfuss (Mélanie Laurent) assiste a execução de sua família pelas mãos do coronel Hans Landa (Christoph Waltz), o que faz com que fuja para Paris. Lá ela se disfarça de operadora e dona de um cinema local, enquanto planeja um meio de se vingar. No final, de certa forma, todos estão juntos. Este é o último filme de Quentin Tarantino, dono de incríveis 68 prêmios em todo o mundo, e que reúne um elenco respeitável de atores/atrizes.
Na terça-feira, 06, é a vez de 127 Horas, último filme de Danny Boyle, que já havia sido premiado com “Quem Quer Ser um Milionário?”. O filme é baseado na história real acontecida em maio de 2003, quando o alpinista Aron Ralston (James Franco) fazia mais uma escalada nas montanhas de Utah, Estados Unidos, e acabou ficando com seu braço preso em uma fenda. Sua luta pela sobrevivência durante mais de cinco dias (durou 127 horas) foi marcada por memórias e momentos de muita tensão. O roteiro se baseou no livro autobiográfico do alpinista denominado “Between a Rock and a Hard Place”. O próprio Aron Ralston afirmou que o filme “é tão factualmente verdadeiro que é o mais próximo que se poderia chegar de um documentário real." O realizador Danny Boyle, inclusive, gravou as cenas no mesmo exato local onde estas ocorreram, e a câmara de vídeo usada pelo protagonista é a câmera real de Aron.
Finalizando a semana e o semestre, será exibido na quarta-feira, 07, o filme Cisne Negro, de Darren Aronofsky. É um intenso thriller psicológico ambientado no mundo do balé em Nova York. Natalie Portman interpreta uma bailarina que vive o sonho do estrelato e da perfeição, acreditando que para isto basta esforço contínuo e dedicação suprema. Porém, ela vê ameaçada essa possibilidade com a chegada de uma nova bailarina (Mila Kunis), se envolvendo numa teia de intrigas, devaneios e competição com ela e o coreógrafo (Vincent Cassel). Atuam ainda Winona Ryder e Barbara Hershey. Dirigido por Darren Aronofsky (de “O Lutador”, “Fonte da Vida”), Cisne Negro faz uma viagem emocionante, e às vezes aterrorizante, à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para o sonho de uma dançarina assustadoramente perfeita.
Sempre com filmes de temáticas variadas e boa qualidade, o Cine & Vídeo Tarumã é um projeto de extensão do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Amazonas – Ufam, e conta com o apoio cultural da Take Vídeo Locadora e da Reprox Copiadora.
As exibições ocorrem no Auditório Rio Negro, localizado no Instituto de Ciências Humanas e Letras – ICHL, Coroado I, Campus Universitário, sempre às 12h30 e com entrada gratuita. Para maiores informações, consulte nosso blog: http://cinevideotaruma.blogspot.com/; a comunidade do orkut (“Cine Vídeo Tarumã – UFAM”); no twitter (http://twitter.com/cinevideotaruma). Ou no grupo do facebook.

sábado, 26 de novembro de 2011

Notícias de Cinema


• Quatro representantes da safra recente de documentários brasileiros chegaram ao cinema nesta última sexta-feira, 25. Com temas variados, que vão da maternidade na cadeia ao cotidiano de músicos de orquestras, em comum, os filmes têm o fato de terem estreado nos principais festivais de cinema do país. Domingos, dirigido pela atriz Maria Ribeiro, que abriu a versão carioca do festival “É Tudo Verdade” de 2009, é um retrato do ator, dramaturgo e cineasta Domingos Oliveira. Maria acompanhou Domingos desde 2002 e contrapõe imagens de ficção a cenas das duas festas que comemoraram seus 70 anos (em 2006) e entrevistas realizadas em momentos diferentes. Nas entrevistas o assunto "mulheres" se impõe: Domingos fala de seus cinco casamentos, da paixão por Leila Diniz (que inspirou Todas as Mulheres do Mundo) e da relação com Priscilla Rozembaum, com quem está casado há 28 anos.
• Já Eu Eu Eu José Lewgoy, de Cláudio Kahns, foi exibido na 33ª Mostra de São Paulo, em 2009. O filme revive os trabalhos mais representativos de José Lewgoy por meio de imagens de arquivo e depoimentos de familiares, amigos e personalidades que trabalharam com ele, como Anselmo Duarte, Gilberto Braga, Werner Herzog e Tônia Carrero. Primeiro longa da diretora Claudia Priscilla, Leite e Ferro ganhou os prêmios de melhor documentário e melhor direção de documentário no Festival de Paulínia 2010. No filme, Cláudia registra a maternidade na prisão, tendo como cenário o Centro de Atendimento Hospitalar à Mulher Presa (CAHMP). O quarto documentário é Prova de Artista, que foi selecionado para o Festival do Rio 2011. O filme de José Joffily acompanha o cotidiano de cinco jovens músicos das principais orquestras brasileiras, registrando ensaios, apresentações e audições e acompanhando os conflitos, a paixão e a disciplina desses profissionais.
• O espanhol Carlos Saura está preparando um longa-metragem de ficção sobre o processo de trabalho de Pablo Picasso para criar uma de suas obras mais famosas, "Guernica", tela pintada em 1937 e atualmente exposta no Museu Reina Sofía, em Madri. Para Saura, o nome do filme - 33 Dias - é uma referência ao tempo que Picasso levou para pintar o quadro. “É um tema apaixonante, pois mistura o processo de elaboração do quadro com sua vida sentimental, seus amigos". Saura adiantou ainda que a pintora e fotógrafa francesa Dora Maar, amante de Picasso, também estará no filme, afinal "foi a única que fotografou a evolução do quadro".
• Desde o dia 23 está acontecendo a IV Mostra de Cinema Brasileiro em Moscou. O evento faz parte de uma campanha pela divulgação do cinema brasileiro pelo mundo. O filme de abertura foi A Suprema Felicidade, que marca o retorno de Arnaldo Jabor ao cinema após 24 anos de afastamento. Também estão sendo exibidos os filmes O Contador de Histórias, de Luiz Villaça; Chico Xavier, de Daniel Filho; Estamira, de Marcos Prado; O Bem Amado, de Guel Arraes; Malu de Bicicleta, de Flávio Tambellini; Jean Charles, de Henrique Goldman; Garapa, de José Padilha; e Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, de Marcelo Gomes e Karin Aïnouz.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Cine & Vídeo Tarumã: AIDS – Um Tema Sempre em Reflexão



Na semana em que se comemora o Dia Mundial da Luta Contra a AIDS (1º de Dezembro), o Cine & Vídeo Tarumã, da Ufam, programou a exibição de três filmes que fomentam a reflexão sobre a doença e despertem nas pessoas a consciência da necessidade de prevenção. Muito antes da Assembléia Mundial de Saúde, com o apoio da ONU, instituir a data de 1º de dezembro como o dia mundial da luta contra a AIDS em 1987, a doença (ou síndrome, já que não se morre de AIDS) é motivo de debate e reflexão através dos 1993, meios de comunicação. Porém, só em através do filme E a Vida Continua, de Roger Spottiswoode, é que o assunto tomou proporções a ponto de influenciar Hollywood. No cinema, é a morte que toma o pano de fundo em vários filmes que têm a AIDS como tema. No entanto, contraditoriamente, os filmes também nos apresentam, a partir da AIDS, a vida em suas múltiplas dimensões, provocando uma reflexão sobre os soropositivos na nossa sociedade. Os filmes selecionados pelo Cine & Vídeo Tarumã para exibição são: O Jardineiro Fiel, de Fernando Meirelles, para a segunda-feira, 28; Filadélfia, de Jonathan Demme, para a quarta-feira, 30; e Noites Felinas, de Cyril Collard, para a sexta-feira, dia 02 de dezembro.
Apesar do filme O Jardineiro Fiel, do brasileiro Fernando Meirelles, que será exibido na segunda-feira, 28, não tocar diretamente na questão da AIDS, aborda criticamente o poder da indústria de medicamentos no continente africano, transformado em laboratório e o povo em cobaias. Sem dúvida, entre as doenças “tratadas” há espaço para a AIDS. Meirelles parte da história criada por John Le Carré, uma proposta de thriller para construir a contundente e forte denúncia de uma questão social provocada por sórdidos interesses capitalistas. A trama do filme conta a história de Tessa Quayle (Rachel Weisz), uma ativista casada com o diplomata inglês Justin Quayle (Ralph Fiennes), que é assassinada em uma área remota do Quênia. O principal suspeito do crime é seu sócio, um médico que se encontra foragido. Perturbado pelo estranho desaparecimento e morte da esposa, Justin decide investigar para descobrir o que realmente aconteceu. Descobre que sua morte foi queima de arquivo, comandada por uma grande empresa farmacêutica que usa africanos como cobaias para testes de remédios. Por tabela, compreende-se que testes para a “doença do século XX” também são realizados no continente africano. O Jardineiro Fiel foi o primeiro filme em língua inglesa dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles,alcançando ainda a incrível marca de um Oscar, um Globo de Ouro e um prêmio BAFTA em 2006.
Na quarta-feira, 30, será exibido o aclamado Filadélfia, do americano Jonathan Demme. O filme conta a história de Andrew Beckett (Tom Hanks), um advogado homossexual que trabalha para uma prestigiosa firma em Filadélfia. Quando fica impossível para ele esconder dos colegas de trabalho o fato de que tem AIDS é demitido. Beckett contrata então Joe Miller (Denzel Washington), um advogado homofóbico, para levar seu caso até o tribunal. Apesar de ter crescido conhecendo as dores do preconceito (ele é negro), ele nunca antes tinha encarado seus próprios preconceitos contra a homossexualidade e a AIDS... até agora. Estes dois homens iniciam uma luta histórica e emocionante contra a intolerância e a ignorância da sociedade. Filadélfia é um marco no cinema, sendo o segundo filme (também de 1993) produzido por Hollywood, de grande orçamento, sobre o tema da AIDS nos Estados Unidos. Além das interpretações preciosas dos dois atores, a música de Bruce Springsteen e Neil Young é primorosa.
Para finalizar a semana, na sexta-feira, 2 de dezembro, será exibido o filme francês Noites Felinas, de Cyril Collard. O filme, de 1992, é praticamente a história do diretor, que efetivamente morreu de AIDS em 1993, não vendo o sucesso alcançado pelo filme em vários festivais. O filme, adaptado do livro homônimo, conta a trajetória autobiográfica de Cyril, que interpreta a si mesmo como o personagem Jean, fotógrafo bissexual e portador do vírus HIV, e sua história de excessos, bizarras relações múltiplas e práticas sexuais limítrofes em Paris. Jean se apaixona por uma jovem, Laura (Romane Bohringer), uma atriz em ascensão. Depois de fazer sexo com Laura sem camisinha (“em nome do amor”), ele se sente constrangido e revela a ela que está com AIDS. Ao descobrir a verdade, Laura se revolta e se afasta dele. Jean não consegue amá-la e nem deixá-la, e assim se estabelece um vínculo doentio, repleto de dor e jogos perigosos, em que se faz presente o parceiro gay de Jean e as suas outras experiências sexuais sadomasoquistas.  Cyril Collard tinha apenas 32 anos de idade quando faleceu por complicações relacionadas à AIDS.
Sempre com filmes de temáticas variadas e boa qualidade, o Cine & Vídeo Tarumã é um projeto de extensão do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Amazonas – Ufam, e conta com o apoio cultural da Take Vídeo Locadora e da Reprox Copiadora.
As exibições ocorrem no Auditório Rio Negro, localizado no Instituto de Ciências Humanas e Letras – ICHL, Coroado I, Campus Universitário, sempre às 12h30 e com entrada gratuita. Para maiores informações, consulte nosso blog: http://cinevideotaruma.blogspot.com/; a comunidade do orkut (“Cine Vídeo Tarumã – UFAM”); no twitter (http://twitter.com/cinevideotaruma). Ou no grupo do facebook.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Notícias de Cinema


• O filme francês Tomboy, de Céline Sciamma, levou o prêmio de melhor longa-metragem do Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual, que realizou sua 19ª edição entre os dias 10 e 17 de novembro, com a exibição de mais de 100 filmes de diferentes países. Na Sua Companhia, de Marcelo Caetano, levou o Coelho de Ouro - o curta-metragem foi eleito pelo júri técnico como o melhor nacional. Além disso, Marcelo ainda levou a estatueta de melhor direção. O prêmio de Melhor Documentário foi para Olhe Para Mim de Novo, de Kiko Goifman.
• Sophia Loren e Alain Delon participam, como homenageados, na inauguração do Festival Internacional de Cinema de Acapulco (FICA), no México. Os dois atores são os principais convidados do FICA, que começou no dia 19 e vai até o próximo dia 25, e receberão o prêmio "Acuérdate de Acapulco” ("Lembre-se de Acapulco").  Alain Delon disse que conhece bem Acapulco: “Estive aqui rodando filmes em duas ocasiões, quando o cinema era para sonhar, não como na época atual onde o público se identifica com o personagem porque as histórias são mais sociáveis”. Delon acredita que a cidade pode se tornar um lugar cinematograficamente importante, como Cannes.
• A Mostra Internacional do Filme Etnográfico chega à sua 15ª edição e está acontecendo desde o dia 16, finalizando no próximo 24, no Museu da República, no Catete, Rio de Janeiro. A entrada, como sempre, é franca em todas as sessões, cabines e atividades, incluindo o disputado “Fórum de Cinema e Antropologia” e seus debates, seminários e mesas-redondas com realizadores brasileiros e estrangeiros. Além disso, sessões ao ar livre, para alunos da rede pública, oficinas, um workshop, encontros e homenagens também estão sendo realizadas. Na noite de abertura, foi exibido o filme O Manuscrito Perdido, do jovem diretor português José Barahona. 
• Na Mostra Internacional serão exibidos 101 documentários, 75 nacionais e 26 estrangeiros. Entre os inéditos estão Seu Cavaco, Dom Bandolim e o Choro de Mestre Duduta na Rainha da Borborema, sobre o chorinho na Paraíba; Procurando Madalena, que investiga a origem da música “Madalena do Jucu”, de Martinho da Vila, e Quando Xangô Apitar, de Emílio Domingos e Gustavo Rajão.
• Os cinco principais festivais de cinema do Brasil - Gramado, Brasília, Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco -, se uniram para criar uma frente (e não uma associação) denominada Frente dos Grandes Festivais do Brasil (FGB), com o objetivo de fortalecer a luta corporativa destes grandes eventos. O grupo se reuniu inicialmente em Gramado, em agosto, voltou a se reunir em torno do assunto durante o Festival do Rio e, finalmente, no dia 11 de novembro lançaram a FGB em Brasília. Segundo um dos dirigentes, Alfredo Bertini, a Frente foi criada devido a necessidade dos grandes festivais agirem de forma cooperada, especialmente com relação aos fundos públicos que mantém esses festivais. De acordo com o manifesto lançado em Brasília, “a FGF busca fortalecer ainda mais nossos projetos, na perspectiva de continuar contribuindo para o desenvolvimento do cinema, do audiovisual e da cultura brasileira”.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O Cine & Vídeo Tarumã Apresenta: Histórias românticas, sensuais e...loucas

Desde o início do cinema, o tema da sensualidade e sexualidade habita a cabeça dos realizadores de filmes. Se em alguns momentos ele se tornou proibido e perseguido, também seus realizadores encontraram nichos de exibição capaz de difundi-los. O erotismo, ingrediente próprio dos humanos, haveria de encontrar formas mais sutis de serem transplantados para a tela cinematográfica. Ainda em 1913, o curta “Traffic in Souls” faria sucesso em Nova York, capaz de alavancar o gênero. Os movimentos sociais e culturais de liberdade dos anos 60 e 70 fizeram-se acompanhar de imagens de filmes igualmente libertadoras, desafiando regras e costumes. De lá pra cá, o cinema apresenta a sexualidade em formatos e modelos diferenciados, indo do enfoque sutil, com mais seriedade e instigando o espectador a fortes reflexões sobre comportamentos, ao filme explícito, de forma crua e direta. Na próxima semana, a programação do Cine & Vídeo Tarumã, da Ufam, elegeu o tema do romance com pitadas fortes de paixão. São filmes que marcaram época pela forma como apresentaram a sensualidade e sexualidade nas relações apaixonadas. Aqui a semana ganhou o nome Histórias Românticas, Sensuais e... Loucas. Os filmes selecionados são: Paixão Turca, do espanhol Vicente Aranda; Louca Paixão, um dos primeiros do holandês Paul Verhoeven, e Corações Loucos, clássico francês de Bertrand Blier.

Na segunda-feira, 21, será exibido o longa do catalão Vicente Aranda Paixão Turca. A trama narra a história de Desideria Oliván, uma burguesa que tem um marido carinhoso, uma bela casa e bons amigos, mas sente que falta algo em sua vida, um vazio e uma tristeza que talvez um filho pudesse preencher. Durante uma viagem de férias com o marido e amigos pela Turquia, sente algo diferente e logo acaba entrando no jogo do sedutor de Yaman, o misterioso guia turístico de sua excursão. Ao retornar a Madri, percebe que não pode viver sem Yaman e larga tudo para viver sua louca paixão. Mas tudo na vida tem um preço e, às vezes, é alto demais. O filme é uma produção de 1994 e tem no elenco Ana Belén e Georges Corraface, além de reafirmar características do diretor, já demonstradas em outras obras, de tratar a sexualidade como algo incontrolável.

Paul Verhoeven praticamente lançou-se no estrelato mundial de direção de filmes com Louca Paixão, produção de 1973, lançando também o ator Rutger Hauer. Este é o filme de quarta-feira, 23. O filme conta a história de Eric e Olga, um casal que se conhece de maneira ocasional. Eric é o típico chauvinista, capaz de falar para a sua parceira: "você é gorda". Em outro momento, uma garota tira a blusa e Eric não gosta dos seios dela, fazendo menção para ela se vestir de novo. O relacionamento entre ambos é intenso, com uma química sexual considerável. Em pouco tempo, acaba se tornando uma paixão incontrolável, que os atira contra todas as convenções sociais. Num primeiro momento eles enfrentam a família dela, mas depois é Olga que se afasta dele, fazendo com que Eric perca completamente a razão. Sentimentos como paixão insana, ódio, questionamentos surgem indagando se Eric ama mesmo Olga ou apenas vive uma paixão voluptuosa irresistível. Rutger Hauer e Monique van de Ven vivem os personagens apaixonados.

Fechando a semana, na sexta-feira, 25, será exibido o aclamado filmes francês Corações Loucos, (Les Valseuses), de Bertrand Blier. Jean-Claude (Gerard Depardieu) e Pierrot (Patrick Dewaere) são dois jovens, no início dos anos 1970, que, sem se importar com qualquer convenção estabelecida pela sociedade, passam o tempo perambulando pela cidade, molestando mulheres, praticando assaltos, entre outros crimes. Até que conhecem Marie-Ange (Miou-Miou), uma cabeleireira, que se junta a eles e passa a ser amante, cozinheira e conselheira. Porém, ela está em busca de seu aparentemente inatingível prazer sexual. Corações Loucos é um filme anárquico, ousado e irreverente, que se insere no clima da contracultura. É provavelmente o filme mais ousado e provocador do cineasta francês, que, no Brasil, manteve-se, por décadas, restrito às cinematecas e cineclubes.

Sempre com filmes de temáticas variadas e boa qualidade, o Cine & Vídeo Tarumã é um projeto de extensão do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Amazonas – Ufam, e conta com o apoio cultural da Take Vídeo Locadora e da Reprox Copiadora.

As exibições ocorrem no Auditório Rio Negro, localizado no Instituto de Ciências Humanas e Letras – ICHL, Coroado I, Campus Universitário, sempre às 12h30 e com entrada gratuita. Para maiores informações, consulte nosso blog: http://cinevideotaruma.blogspot.com/; a comunidade do orkut (“Cine Vídeo Tarumã – UFAM”); no twitter (http://twitter.com/cinevideotaruma). Ou no grupo do facebook.