Na segunda semana em que se inicia o período acadêmico
na UFAM, o Cine & Vídeo Tarumã retorna às suas atividades programando a
exibição de filmes que trazem a tona uma reflexão sobre o atual papel da mulher,
levando em conta o Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março.
Os filmes são: Mulheres – Amizades
Simples, Vidas Complicadas, do português de Luís Galvão Teles, exibido na
segunda, dia 5; Revolução em Dagenham, de
Nigel Cole, na quarta, dia 7; e, para encerrar a semana, os documentários Operárias do Mundo, de Marie-France
Collard, e Raimunda, a Quebradeira,
de Marcelo Silva, na sexta, dia 9.
No dia 05, será
exibido a comédia em tom dramático Mulheres
– Amizades Simples, Vidas Complicadas, de Luís Galvão Teles. O filme conta a história de cinco amigas quarentonas, às
voltas com os altos e baixos da vida, enfrentando-os, porém, com riso, lágrimas
e, algumas vezes, ironia. Para elas, o importante é viver, amar e viver ainda
mais, apesar de todos os problemas de percurso. É a história de Linda, uma
repórter de televisão que está sempre correndo, mesmo não sabendo onde quer
chegar. De Eva, professora de literatura sonhadora e romântica que descobre que
a vida não é um romance quando se apaixona por um rapaz de 19 anos. De Chloé, dona
de um sofisticado salão de beleza, que está sempre em busca da beleza e acaba
descobrindo-a numa outra mulher. De Branca, cantora e atriz, incontrolável,
impetuosa e caprichosa que, com seu temperamento instável, acaba afastando de
sua vida as pessoas que ama. E de Barbara, mulher elegante, dona de um restaurante, que
tenta lidar com a difícil notícia de uma doença incurável. Estas mulheres
fascinantes são interpretadas por grandes atrizes do cinema europeu, como
Carmen Maura, Miou-Miou, Marthe Keller, Guesch Patti e Marisa Berenson.
Na quarta-feira,
07, será exibido o filme baseado em fatos reais ocorridos na Inglaterra nos
anos 60, Revolução em Dagenham, de
Nigel Cole. O filme dramatiza a greve que
aconteceu em 1968 nas fábricas da Ford, em Dagenham, quando mulheres
protestaram contra a discriminação sexual e em favor da igualdade de
remuneração. Com humor, bom senso e coragem, Rita O’Grady liderou as outras
mulheres, reivindicando igualdade de direitos, indo contra os seus patrões,
contra a comunidade local e, finalmente, contra o governo. O filme relata de
forma quase fiel o acontecimento nas fábricas e comprova a capacidade
interpretativa de Sally Hawkins vivendo Rita, uma atriz inglesa em ascensão no cinema.
Finalizando a semana, o Cine & Vídeo Tarumã exibe dois
documentários na sexta-feira, 09, que mostram as dificuldades e as lutas que
mulheres trabalhadoras, no Brasil e no mundo, enfrentam para serem reconhecidas
politicamente na sociedade. Operárias do
Mundo, da belga Merie-France Collard, e Raimunda, a Quebradeira, de Marcelo Silva, traçam esse perfil de
valorização da mulher. O primeiro fala de um acontecimento pouco explorado pela
mídia, no outono
de 1998, quando a marca Levi’s anunciou a sua intenção de reestruturar as suas
atividades na Europa, transferindo para o exterior seus locais de produção. Na
Bélgica e na França, operárias vivem seus últimos meses de trabalho na fábrica,
enquanto que na Turquia, nas Filipinas e na Indonésia outras operárias lhes
fazem, involuntariamente, uma concorrência fatal, sem no entanto recolher os
respectivos frutos. É a lógica massacrante da globalização econômica. O
segundo, faz um paralelo entre
a vida de Raimunda Gomes da Silva, trabalhadora e líder das quebradeiras de
coco babaçu da região do Bico do Papagaio, no Tocantins, desde o momento em que
ajudava o padre Josimo Tavares, assassinado por pistoleiros em 1986, na criação
de sindicatos de trabalhadores rurais no Pará e Maranhão, e o processo atual de
ocupação/transformação da região. O documentário pretende submeter os últimos
30 anos, marcados por violentos conflitos de terra e pela organização das
mulheres quebradeiras de coco babaçu, a uma revisão histórica em defesa da luta
pela posse da terra.
Sempre com filmes de temáticas variadas
e boa qualidade, o Cine & Vídeo Tarumã é um projeto de extensão do
Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Amazonas – Ufam e
conta com o apoio cultural da Take Vídeo Locadora e Reprox Copiadora.
As exibições ocorrem no Auditório
Rio Negro, localizado no Instituto de Ciências Humanas e Letras – ICHL,
Coroado I, Campus Universitário, sempre às 12h30 e com entrada
gratuita. Para maiores informações, consulte nosso blog: http://cinevideotaruma.blogspot.com/; a comunidade do orkut (“Cine Vídeo Tarumã – UFAM”); no twitter (http://twitter.com/cinevideotaruma). Ou no grupo do
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