• Semana triste a que passou para o mundo do cinema: no dia
10, morreu em Londres, de insuficiência respiratória, o documentarista Adrian
Cowell, que produziu vasto material fílmico sobre a região amazônica. Adrian acompanhou
os irmãos Villas Boas em várias expedições antes mesmo da criação do Parque
Nacional do Xingu, registrando tanto o cotidiano dos índios, quanto o trabalho
dos sertanistas e as ameaças, por garimpeiros e fazendeiros. O documentarista
foi o homenageado na IV Mostra Amazônica do Filme Etnográfico, em 2009, quando
esteve entre nós conversando e discutindo seus filmes. Aos 77 anos, Cowell
continuava filmando e estava vindo ao Brasil para finalizar a versão brasileira
de Killing
for Land (Matando pela Terra, em tradução livre), que aborda a violência
no sul do Pará.
• É com tristeza também que registramos o falecimento de
outro grande integrante do cinema: Leon Cakoff. Aos 63 anos, na sexta-feira,
14, morreu em São Paulo o crítico e fundador da Mostra Internacional de Cinema
de São Paulo, Leon Cakoff, em decorrência de um melanoma, um tipo agressivo de
câncer de pele que atingiu o cérebro. De programador de cinema do MASP em 1974
a criador da Mostra em 1976, Cakoff se insurgia contra a censura ao cinema pelo
regime militar e apresentava obras então ainda desconhecidas do público
brasileiro (inéditos da China, de Cuba, da então União Soviética, da França, do
Irã, e de outros países distantes) e cineastas do porte de Manoel de Oliveira,
Quentin Tarantino, Pedro Almodóvar, Amos Gittai e Abbas Kiarostami.
• Nesta segunda-feira, 17, em São Paulo, exatamente num
cinema do Espaço Unibanco da rua Augusta, será feita a pré-estreia gratuita do
documentário Rock Brasília - Era de Ouro, de Vladimir Carvalho. Depois da
exibição, o diretor e os músicos Dado Villa-Lobos e Philippe Seabra participam
de um debate, mediado pelo jornalista Thales de Menezes.
• As Canções, último filme do
documentarista Eduardo Coutinho, é um dos concorrentes à Mostra Competitiva do
Festival do Rio 2011, que acontece até o próximo dia 18. Coutinho dá a fórmula:
“Espalhe cartazes por diversos pontos da cidade do Rio de Janeiro com os
dizeres: ‘Alguma música já marcou sua vida? Cante e conte sua história’.
Reproduza a mensagem na internet e nos jornais. Depois, selecione aqueles que
espontaneamente se oferecerem para a empreitada e registre-os em vídeo, a
capella (cantando sem acompanhamento). Selecione as 18 melhores histórias. O
resultado é o documentário As Canções”. Geralmente anexadas a
episódios tristes do passado, as canções, que vão desde Roberto Carlos ao
repertório composto pelos próprios entrevistados, trazem um traço em comum,
segundo o cineasta: “A música te transporta para outro lugar, para outro mundo,
para outro tempo. Clássica ou brega, é uma máquina do tempo. E esse tempo é
sempre o passado".
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